VIGILÂNCIA MENTAL – Horizontes da Mente – Miramez 5/5 (1)

A vigilância é sempre a eterna âncora da alma, apoiada no fundo do mar tempestuoso da mente, a nos garantir a tranquilidade, disciplinando uma profusão de pensamentos diários, de maneira a serem úteis no seu campo de ação.

Sensibilizemos, pois, a consciência pela força da caridade, pelo ambiente da prece, na luz da fé, para que possamos sentir, antes de pensar, o teor das ideias.

Quando os pensamentos estão em projetos, nas profundezas da vida, é mais fácil consertá-los, ou desvencilharmo-nos deles com a simples borracha da disciplina; ao passo que, depois de concretizados, dando forma aos sentimentos, tornar-se-á mais difícil a sua remoção, mesmo no campo reversivo, dada à coesão ocorrida por junção proto-genética, com sintonia profunda de elementos sutis.

Quando acontece à alma viver em plano superior das emoções e, por descuido, formar pensamentos negativos, conhecendo o processo de desintegrá-los, tais pensamentos, ao se formarem, são fotografados pela mente em milhões de ângulos, impregnando todo o cosmo orgânico e psíquico.

O inconsciente demorará a acompanhar as vibrações escuras que viajam em todo o complexo humano, para desfazer-se das suas características malfazejas, bombardeando, aqui e ali, seus conglomerados de energias retardadas.

É bom notar o valor da vigilância, para que o corpo e a mente não sofram o castigo da imprudência.

Devemos nos manter diligentes frente aos impulsos mentais inferiores, pois eles nos causam distúrbios de difícil reparo.

Resguardo não é medo.

É o bom senso a nos ajudar em ângulo diferente.

Copiemos a natureza da árvore, quando sofre um golpe de afiada lâmina que aparece no seu ciciópico tronco; a emoção da planta se agita bem antes de ser ferida e os recursos aparecem por vias inumeráveis a desfazer o perigo iminente.

A mente humana adestrada perceberá os pensamentos inferiores bem antes da sua formação conata e deverá procurar os recursos que a inteligência lhe capacitou e a evolução lhe garantiu, para que o trabalho não se torne mais difícil.

Em todos os casos, quem não se deu com a bênção da vigilância, procure fazer o melhor ao seu alcance.

Trabalhe, lute na limpeza da mente, arranque o joio e queime-o pêlos processos alcançados.

Mas não fique parado.

Se já despertastes do sono, esforçai-vos para vos absterdes dos vícios e hábitos incómodos.

É dignidade do espírito, não obstante, a sabedoria nos pede para que não deixemos seus lugares vazios.

A supressão requer algo no lugar do suprimido.

Se estais vos desvencilhando do ódio, colocai em sua área o amor.

Se a vingança já está se desfazendo em vosso coração, não vos esqueçais de alimentar o perdão.

Se a dúvida está desaparecendo dos vossos caminhos, tratai da fé com todos os seus recursos virtuosos.

Essa é a verdadeira vigilância do iniciado.

O resguardo sem fanatismo ambienta a alma para grandes voos espirituais, sem acobertar erros, nem exagerar na rota da perfeição sem preparo.

Sabeis por que aconselhamos a escolha das sementes, que deveis plantar na lavoura mental? Achamos que estais conscientes do fato.

No entanto, é bom que falemos mais.

A repetição gera firmeza, principalmente no trato com a verdade.

O plantio invigilante de ventos dá nascimento a tempestades, que arruinam o próprio – 70 – dono.

Meus filhos, se começais hoje na educação da mente, tereis certeza da reversão da própria natureza inferior.

Tereis que lutar com vós mesmos, muito, mas muito tempo, mas podeis carregar a convicção de que vencereis.

Já dizia Jesus aos seus discípulos: Aquele que perseverar até o fim será salvo .

Aquele que não esmorecer nesse empreendimento sagrado de educar a si mesmo, de limpar a mente, de criar nos campos férteis dos pensamentos áreas compatíveis com a luz, onde poderão nascer as mais belas diretrizes da alma, ajustando todas as emoções em uma dialética mental, conseguirá a transmutação dos desejos inferiores em sementes de luz, para que as plantas, flores e frutos sejam produtos do amor.

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